"As pessoas que passam por nossas vidas, tiram muitas coisas de dentro de nós, boas e ruins. Elas nos tocam, e as vezes fazem-nos olhar para o mais dentro de nós possível. Algo que sozinhos não poderíamos. Mas isso não significa que elas ficam para sempre.
As pessoas se vão, pessoas não ficam juntas, e dói. Dói por que é importante. Dói por que contraria nossas expectativas, e poxa, por que vivemos com expectativas? Elas servem na maioria das vezes para não serem alcançadas. E a culpa de elas não serem alcançada é nossa, por termos criado as mesmas.
Existem pessoas que eu gostaria com todas as minhas forças que tivessem continuado ao meu lado, Deus sabe como. E não há uma noite em que eu não ponha a cabeça no travesseiro e pense: por que não a tenho mais ?
Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… E nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. (…) Mas ainda há um momento entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros.
Não os temos mais porquê foi-se a hora. A vida não é cor de rosa. Mas o importante é que apesar de tudo, tivemos a chance de enxergar um ao outro. Sem idealizações. Apenas nós, pelas rachaduras. E então, tudo se rompe. E a vida continua, mas a gente sabe que não foi em vão. Porque em meio a tudo isso, a gente se descobriu também. Porque o fim nem sempre é regado de açúcar. Às vezes, ele é regado de descobertas sobre si e sobre o mundo ao redor. Ele é regado de esperança, mas não de expectativas. Ele é regado afinal, de um conjunto de coisas que nos levam a um novo começo.
Sempre!"
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